segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

No combóio descendente


 
de Budapeste até Praga 
 iam duas grandes amigas
 a rir por tudo e por nada...

Nesta viagem de cúmplices  loucuras, algures perto de Bratislava e já sobre a hora de almoço, deparámo-nos com este encantador viajante (momentâneamente) solitário. Foi só o tempo de sacar da máquina e fazer clic! E trauteando o Combóio Descendente, José Afonso e Fernando Pessoa  foram nossos companheiros  de reinação, por entre gargalhadas - sem ser por nada!

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Solidão

 
foto by fÚtil * Praha, março 09

Nestes dias de frio mais agreste do nosso inverno, lembro-me da imagem desta mulher que consegui captar, no decorrer de um passeio deslumbrante pela cidade misteriosa. Mais do que o frio, não será a solidão um frio maior?  Tive a  percepção que sim.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Separados à nascença...



Aqui há uns meses fui incumbida da tarefa de poupar a um triste destino estes dois tabuleiros de madeira que abrem e fecham as pernas (salvo seja!) e que em tempos áureos devem ter tido bastante uso, a avaliar pelo desgaste que apresentavam. Em boa hora, a minha freguesa resolveu mostrar-mos e juntas decidimos que valia a pena recuperá-los com a técnica "milagrosa" de décopatch. Cabe aqui dizer sem falsa modéstia, que esta  freguesa se apaixonou pelos meus trabalhos, razão pela qual passou a ver com outros olhos, as velharias que herdou.Volta não volta aparece mais uma peça para renovar. Os tabuleiros gémeos, como lhes chamamos, deram-me que fazer... tanto o menino como a menina!



sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

2 em 1




Sem tirar nem por, este é um  exemplo de objecto que define bem o conceito fÚtil. O verdadeiro dois em um! E perguntam vocês: que raio de coisa é esta?; outros ainda: e para que serve esta coisa? Tudo depende do gosto, está bem de ver.
Este carimbo  indiano, de madeira, estava no meu caixote dos "tesouros-em banho-maria". Tem a particularidade da pega de ferro que permite a versão útil. A mesma que serve de apoio como objecto decorativo, numa versão fútil. Mas estas questões das futilidades têm muito que se lhe diga. Quem quiser pode já manifestar-se. Para mim foi uma bela experiência, pintar e décopatchar esta peça, qual monge trabalhando uma preciosa iluminura! Falta dizer que está à venda na mesma loja em Sintra, onde ficou o  peixe, mostruário de bijuterias, que já foi post (ver 8 Dez. 09, Mercado da Ribeira). Ah, e sejam fÚteis, muuuito fÚteis!






terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

domingo, 31 de janeiro de 2010

Vintage I - Mesinha Pin Ups







Se há coisa que adoro é descobrir raridades, ou pelo menos pensar que o são! Básicamente guio-me pelo sentido estético e pelo instinto. Como em tudo, a prática  é importante e agora já consigo escolher com algum critério as peças mais vintage. Esta mesinha tabuleiro foi amor à primeira vista! Pela cor que era vermelha e que mantive. Também pela versatilidade que as fotos ilustram. De resto tinha uns desenhos orientais de gosto duvidoso, em dourado, que irritantemente  me atrairam. Podem não acreditar mas esta coisa foi objecto de estudo durante uns dias, até finalmente se fazer luz. Deixei ficar as pinturas manhosas que nalguns sítios já estavam esbatidas. Com paciência de chinês recortei e colei flores, doces  e umas belas  pin ups, em papel décopatch, tornando  a tristonha paisagem num alegre pic-nic.
Moral desta história: nunca desdenhar de nada pois a tudo se pode dar um jeito!


quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Pains


                             Composição by fÚtil, recortes de jornal e acrílico sobre tela, 2009

Este pequeno formato (40x30) faz parte do meu acervo - até pareço a dona de uma galeria de arte a sério!
Nem a sério nem a fingir, é  apenas meu por ser um tributo muito pessoal a Pina Baush. Com a notícia da sua morte surgiram catadupas de  notícias e  fotos. Admiradora que fui e sou, desta bailarina e acima de tudo coreógrafa da vida, guardei alguns recortes em preto e branco, que mais tarde serviram de base para a minha recriação dos seus movimentos e expressões. Como se usando o pincel e as cores, estivesse eu dançando com ela! Dei-lhe o nome que senti quando o acabei: Pains. Dores que as danças, como ciclos,  nos  atingem diante de um qualquer fim!

sábado, 23 de janeiro de 2010

Sem título I




by fÚtil, acrílico s/tela, 50x40 * Vendido

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Lost in Music


composição by fÚtil, técnica mista, décopatch e acrílico sobre madeira (2009)  * VENDIDO

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

A arca da tigresa



Conhecida que já é a minha "panca" por caixas, caixinhas e caixotes, chegou a hora de mostrar a maior e por enquanto única, arca que décopatchei. De notar que toda a superfície foi coberta com pedacinhos de papel colados e envernizados! Esta caixa gigante faz conjunto com o toucador da Flor, que foi objecto de um post  (Nov.09) e passou a chamar-se arca tigresa pelos motivos óbvios. Só vos digo que consegui encaixar lá dentro o meu 1,65  para ter a noção real da área interior da dita. Maluquices...

domingo, 10 de janeiro de 2010

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Ponha aqui o seu pézinho...




Não, não é preciso ir à Ribeira Grande, como nos versos da modinha popular. A banqueta que hoje é notícia aqui no blogue está ao alcance de qualquer um - virtual, entenda-se!
Virtual ou não, ficou realmente catita depois de recuperada à minha maneira. Foi um trabalho que me entusiasmou tanto, mas tanto, que nem a parte de baixo escapou, como podem ver nas fotos...
Quanto à origem do objecto, devo confessar que é um tudo nada obscura pois que o encontrei no jardim perto de minha casa, encostado a uma das muitas  árvores que já fotografei. Tinha um ar tão abandonado que me fez pena. Era noite, não estava ninguém nas redondezas a quem pudesse pertencer, logo passou a ser minha.
Sorte a dela. Esta banqueta já teve honras de revista e no apartamento onde actualmente cohabita com belíssimas peças de mobiliário, ninguém mais lhe põe os pés em cima!

domingo, 3 de janeiro de 2010

Manias, mas não só...



Na sequência do post anterior com a caixa/coração, apeteceu-me acrescentar mais umas à colecção aqui do blogue. A caixa de cima  foi apanhada na rua, com a descontração habitual. Depois de pintada e décopatchada, ficou uma graça. Rapidamente encontrou quem se apaixonasse pela sua pega azul saloio!  As outras duas, em estilos diferentes, mas ambas com um toque romântico, também já moram noutro lado e sabe-se lá o que guardam dentro...
E não é que tenho andado a pensar porque motivo nós mulheres temos a mania das caixas e caixinhas (também adoro caixotes!), ao ponto de, muitas vezes sem intuitos coleccionistas, acabarmos por ter mais caixas  do que notas de cinco euros. E não é que encontrei  talvez uma explicação? Constatem abaixo.

"Símbolo feminino, interpretado como uma representação do inconsciente e do corpo materno, a caixa sempre contém um segredo: encerra e separa do mundo aquilo que é precioso,frágil ou temível. Embora proteja, também pode sufocar. A caixa de Pandora tem permanecido como o símbolo de tudo aquilo que não se deve abrir. Essa caixa, no fundo da qual só a esperança permanece, é o inconsciente com todas as sua possibilidades inesperadas, excessivas, destrutivas ou positivas, mas sempre irracionais quando deixadas entregues a si mesmas. Em suma, quer seja a caixa ricamente ornamentada ou de uma simplicidade absoluta, ela só possui valor simbólico pelo seu conteúdo. E abrir uma caixa implica sempre um risco..."
(Jean Chevalier/Alain Cheerbrant, in Dicionário de Símbolos)




sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

All you need is Love!



Não é a canção dos Beatles que prefiro, mas escolhi-a como título do primeiro post de 2010!  
E porque tenho uma pancada por caixas e caixinhas, aqui fica a eleita de hoje. É peça única e já está tomada, o que a torna ainda mais apetecível...
Um coração décopatchado e pintado, mesmo bom para guardar coisas doces!


domingo, 27 de dezembro de 2009

Viva a bagunça!


                     Ilustração meio fÚtil (intervenção em tela com recorte de jornal e acrílico)





quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Intervalo*




Intervalo* para ouvir, pensar, sentir, emocionar-se...
com a voz da minha diva, Maria Bethânia (no vídeo, muito novinha)
o texto lindo do maior poeta da língua portuguesa, Fernando Pessoa
e um beijo de Natal da fÚtil, na foto às escuras!

sábado, 19 de dezembro de 2009

Fétiches e Natal


Fétiche é uma palavra estranha para descrever a minha paixão por árvores, mas para que o seu significado fique mais explícito neste contexto, digo que é o meu fétiche natural!
Hoje pela manhã, apesar do friozinho cortante, apeteceu-me ir passear de máquina fotográfica a tiracolo. Sem horas e sem compromissos, andei pelas ruas do meu bairro, vendo tudo com olhos de inverno. Fiz mais de duzentas fotografias em uma hora de caminhada e até esqueci o frio...

Para intervalar do décopatch, decidi partilhar convosco algumas fotos das árvores da minha rua. Árvores de todos os dias, de todas as estações e porque não - árvores deste Natal!






segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Espelho meu...



Haverá alguém mais idiota do que eu?! Espero que haja e nesse caso, que aprecie o trabalho de minúcia com décopatch, na moldura do espelho. 
A fotografia não está famosa, têm de me desculpar, mas ainda assim acho que dá para perceber como é curioso este espelho oval. Atentem bem nos ganchos, de origem, estratégicamente colocados, sugerindo a possibilidade de vários usos! São os pequenos detalhes que fazem a diferença, já sabemos. Mesmo assim fico sempre surpreendida como as coisas mais improváveis vêm ao meu encontro. Certo é que o/a idiota que pregou os ganchos no espelho, encontrou, anos depois, o seu reflexo!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Mercado da Ribeira



Apetece dizer com voz esganiçada de vendedeira da praça: Olh'á sardinha liiinda, venha ver fregueeesa!  Mas convenhamos que não seria muito apropriado introduzir um pregão do século passado num espaço virtual desta época. É que para além do mais, falta aquele cheiro próprio das bancas do peixe fresco.
Sendo assim, esqueçam a entrada, leiam  partir daqui e apreciem a bela espinha de bacalhau que esteve durante dois anos na minha posse e que agora se encontra à venda numa deliciosa loja em Sintra. Daquelas lojas onde nos perdemos a cobiçar tudo e acabamos encolhendo os ombros, porque o Pai Natal está falido. Mas voltando ao meu peixe, que espero seja muito bem tratado, ele não foi sempre assim. Era absolutamente cor de ferro (o material de que é feito) e esteve como escultura no meu quintal. Como era de prever não escapou às modernices e foi das primeiras cobaias com a recém descoberta técnica décopatch. Enfim teve sorte pois arranjei-lhe uma vestimenta à maneira! Um "upgrade"  que lhe valeu estar agora como expositor  de bijuterias. Em Sintra, perto das queijadinhas, nham, nham...

domingo, 6 de dezembro de 2009

United colours ofÚtil




Sem muita história ainda, apresento-vos a mais recente produção.Tão recente que ainda está disponível!
Se alguém estiver interessado nesta mesinha de madeira maciça (41x32x40), com um cheiro a Art Nouveau, pode contactar-me para informações detalhadas. Mas têm de ser rápidos pois há já alguns admiradores indecisos...por pouco tempo, diz-me a experiência!

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